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Brasil Pandemia/Extermínio

Com 200 mil mortos, Governo parece torcer por extermínio em massa de brasileiros.

Testes chegaram a menos de 8% da população e a vacina promete repetir as trapalhadas de um governo incapacitado para gestão e logística

08/01/2021 07h05
Por: Rede Comunica Brasil
Com 200 mil mortos, Governo parece torcer por extermínio em massa de brasileiros.

 

    Quem se assusta com a falta de planejamento que resultou num país sem seringas quando há meses se espera pela vacina, ainda terá muitas surpresas pela frente. 

      No início da Pandemia, os principais estados do Brasil já tinham decretado quarentena quando se pensou em providenciar os kits de testes. No começo de abril, aviões brasileiros foram enviados à China e voltaram de mãos abanando depois de descobrir que a encomenda chegou tarde e os estoques já haviam acabado. Foi somente em 28 de abril, um mês depois do início da quarentena em São Paulo, que um carregamento com 5 milhões de kits chegou para começar a via crucis da distribuição que mais uma vez, sem planejamento da logística, terminaram empacatos com 35% do total adquirido acabaram sendo descartados por terem ultrapassado o prazo de validade, enquanto a população amargava a espera e a falta de testagens em todo o país. Em novembro passado, dos menos de R$800 milhões investidos em compra de kits de testagens, quase R$300 milhões perderam a validade em depósitos de Guarulhos. 

      Hoje, enquanto todos os países europeus e muitos da América Latina avançam na imunização da população, no Brasil ainda se discute a aquisição das seringas em meio a inúmeras falas e promessas de vacinação rápida que fatalmente não existirá fora das propagandas. 

   Tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto o encarregado do comando do país, Paulo Guedes, são negacionistas e defendem vacinação não obrigatória, o que pode resultar na desculpa perfeita para os baixos índices de vacinação no país. Embora a H1N1 tenha causado pouco mais de 2 mil mortes, enquanto a COVID já matou 200 mil pessoas em apenas 8 meses, ainda assim a cúpula do atual governo se recusa a reconhecer a existência da Pandemia.

      Em se tratando das testagens, dos 17 milhões de brasileiros testados, boa parte pagou do próprio bolso por serviços particulares ou por planos de saúde enquanto os kits que deveriam abastecer a rede pública de saúde permaneceu encalhada em depósitos e angares, terminando por ser incerada uma quantidade superior a utilizada.

      Se por ineficiência ou extermínio proposital, as alternativas não mudam o fato de que chegaremos ao final de janeiro com aumento de mortos, que já superam os 200 mil apenas considerando as mortes computadas, leitos hospitalares esgotados e tentativas de mostrar uma normalidade que está longe de existir. 

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